Lucas
Craques são seres extraterrestres, certo? Mas este aqui, do São Paulo e da seleção, desceu à Terra para ajudar você a subir na vida

Lucas Rodrigues Moura da Silva, 18 anos, boleiro cheio de ginga, vai enganar você. Mascarado? Baladeiro? Polêmico? Junte tudo o que você sabe sobre boa parte dos jovens jogadores que, da noite para o dia, arrebentam nos gramados, e jogue no lixo. A fórmula, definitivamente, não se
aplica ao meia-atacante do tricolor paulista e da seleção brasileira, apontado pela FIFA como uma das maiores revelações do futebol brasileiro nos últimos anos. Tímido, família, atencioso com os fãs, avesso a encrencas, um craque focado – até aqui, pelo menos.
Na escola, ainda criança, ele se diferenciava dos colegas por uma peculiar razão: adorava matemática. Quando tirava 9,5 na prova, lamentava: “Por que não 10?”. Fato estranho, mas que ajuda a explicar a personalidade determinada e perfeccionista de Lucas, que não chegou aonde chegou contando com a sorte ou apenas com sua habilidade inata.
Quem vê os golaços desse garoto pode não imaginar que suas jogadas, na verdade, começam a ser desenhadas muito antes de a bola afagar o barbante. “Treino forte pra caramba”, afirma. “Talento é importante, mas força de vontade é essencial”, arremata. A fórmula faz sentido, que o digam títulos como o da Copa São Paulo de Futebol Júnior, em 2010, e o Sul-Americano de Futebol Sub-20, em 2011 (na final do campeonato, contra o Uruguai, o são-paulino fez três dos seis gols do Brasil e foi considerado o melhor em campo).
Lucas parece, em muitos momentos, ter driblado a adolescência. Fala sobre preparação, gestão, princípios, equilíbrio e sonhos com a mesma tranquilidade com que mata uma bola no peito. Nem o assédio de imprensa, mulheres, empresas, marcas e clubes o tira do prumo. “O segredo é pensar duas vezes antes de tomar uma atitude”, reflete o jogador, que diz escutar cada proposta, crítica e elogio sem se deslumbrar – ou precipitar. Se Lucas tem defeito? Claro, todo mundo tem. Alguns o chamam de fominha. Mas olha ele aí colocando você na cara do gol…
Sobre – Esperar a oportunidade
A oportunidade vem quando a gente menos espera, e é exatamente por isso que temos que estar preparados para quando ela chegar. Sempre treinei muito forte. Na partida em que tive a chance de mostrar que podia subir para o profissional, dei tudo de mim – mas estava preparado. A ansiedade deve durar só até a hora da prova. Depois, o segredo é se acalmar e fazer o que sabe.
Sobre – Ser determinado
Sempre quis ser jogador de futebol. Tem uma frase de que gosto muito: “Nunca desista dos seus sonhos”. Só você pode saber o que o fará feliz. Fico imaginando o gol que quero fazer, desenhando a jogada na minha cabeça antes do jogo – isso é determinação. É preciso querer crescer cada vez mais. Em qualquer profissão você tem que ter a ambição de ir sempre além de onde está.
Sobre – Lapidar o talento
Ser talentoso não basta. Conheci muita gente talentosa que ficou pelo caminho – e alguns que venceram não pelo talento, mas pela determinação. Claro que o talento é importante e pode ser seu diferencial. Mas ele, sozinho, não ganha jogo. Eu sempre estudei muito, treinei forte.
Sobre – Construir parceria
A atenção deve estar voltada para o quanto a parceria vai acrescentar à sua carreira. E não só naquele momento, mas a médio e longo prazos. Outra: você tem que saber se adaptar às diferentes situações e ambientes. Aliás, adaptação é uma palavra fundamental, pois cada parceiro pode exigir uma postura diferente de você. No clube e na seleção, por exemplo, o jogador tem companheiros, técnicos e rotinas diferentes.
Sobre – Liderar e ser liderado
O verdadeiro líder sabe motivar você. Claro que sua dedicação e entrega não podem depender do comando, mas um bom líder tira mais de você. Eu já vivi a experiência de não confiar na liderança, e é muito ruim. Confiança é tudo. Os comandados ficam mais motivados do que quando há cobrança excessiva e insegura.














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1 comentário
Muito lindoo !! Voce é demais Lucas ^^