Design já!
No Guia Morar Bem da MH de setembro: móveis e objetos assinados por craques para levantar sua casa e seu nome. Aqui, eles falam mais sobre o assunto – reinvente seu apê!
>> Sérgio Rodrigues, arquiteto carioca e referência do design brasileiro no exterior.
MH – Além de estilosas, peças de design têm de ser funcionais?
Sérgio Rodrigues – Sim. O objeto de design precisa ser útil. Do contrario, é escultura. O que também acho bacana, faço e tenho em casa. Mas não é o foco do meu trabalho.
MH – O que pode desqualificar um objeto de design?
Sérgio Rodrigues – O profissional que deixa o produto caríssimo, sem qualidade nos materiais e com conceito simplório depõe contra a peça.
>> Fernando Jaeger, designer e proprietário de seis lojas-ateliê homônimas.
MH – Quem é seu público-alvo?
Fernando Jaeger – Viso atender a todo perfil de cliente. Mas noto que muitos jovens vão às minhas lojas, principalmente os recém-casados que estão montando a casa. Tenho feito coisas bem coloridas…
MH – Algum outro diferencial nos seus lançamentos?
Fernando Jaeger – Tenho usado teflon em sofás e poltronas, por exemplo. Sem deixar o móvel com cara de plastificado, o revestimento é hidro-repelente. Ou seja, impermeável: se você derrama vinho, o sofá não absorve a bebida.
>> Fernando Mendes, arquiteto e desenhista industrial do Rio de Janeiro, e Roberto Hirth, desenhista industrial do Rio de Janeiro. Eles trabalham muito em dupla.
MH – Qual a principal característica do desenho de vocês?
Fernando Mendes – Não gostamos de enfeite. Quanto mais limpo o traço da peça, mais bonita ela fica.
MH – Na loja, como o cliente checa se o móvel foi mesmo feito com madeira original e de qualidade?
Roberto Hirth – Essa madeira costuma exibir veios – atenção nisso. Trabalhamos só com matéria-prima certificada pelo Ibama. Mas por aí há muitos móveis revestidos com imitação de madeira, acabamento artificial.
>> Guto Requena, arquiteto de São Paulo e dono de um estúdio homônimo.
MH – Por que vale a pena investir em uma peça de design?
Guto Requena – Acreditamos na sustentabilidade afetiva. Se o cliente se envolve com um objeto de design, demora mais tempo para descartá-lo. A peça vira uma relíquia em casa – logo, ganha durabilidade.
MH – Além de objetos de design, você também faz projetos residenciais para homens. Como é projetar para o público masculino?
Guto Requena – O homem solteiro quer cozinha integrada à sala, para promover eventos e receber bem. Muitos clientes também pedem projetos de bar e soluções com apelo tecnológico.
>> Baba Vacaro, designer de São Paulo e diretora de criação das empresas Dominici, Spot e St. James.
MH – Uma característica do seu trabalho é aplicar tecido nas peças. Por que essa preferência?
Baba Vacaro – Tecidos possuem baixo impacto de produção e agradam a cada vez mais gente. Minhas luminárias revestidas com o material – linha Dress to impress – também têm sido procuradas pelo público masculino.
MH – O mercado brasileiro investe e apoia os designers?
Baba Vacaro – A gente ainda não alcançou a valorização que merece. Mas noto que, felizmente, empresas estão apostando mais no design brasileiro. O consumidor também.














Deixe seu comentário