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DÊ A LARGADA PARA AS FÉRIAS
Pegue a estrada com segurança e o carro nos trinques seguindo as recomendações de Pedro Luiz Scopino, consultor do Sindirepa (Sindicato da Reparação Automotiva de São Paulo).
O QUE VOCÊ MESMO PODE FAZER
>> OLHE O NÍVEL Com o carro no plano e o motor frio, cheque os níveis do óleo do motor, do líquido do sistema de arrefecimento, do fluido dos freios e do óleo da direção hidráulica. Complete se necessário. Não caia na pegadinha do frentista: o óleo do motor não precisa atingir o nível máximo da vareta. Basta estar entre o mínimo e o máximo.
>> CALIBRE OS PNEUS Não chute: respeite a calibragem indicada pelo fabricante - ela geralmente está fixada num adesivo na coluna da porta dianteira ou na tampa do tanque de combustível. O número muda se o carro vai rodar vazio ou carregado. Ponha no estepe 5 libras a mais do que nos pneus em uso.
>> CHEQUE A CORREIA DO MOTOR Mande trocar se ela apresentar rachaduras ou trincas (caso arrebente, o veículo para). Dependendo do carro só o mecânico consegue fazer essa checagem, pois a correia não fica visível.
>> VEJA A LUZ Certifique-se de que todas as lâmpadas funcionam: freio, ré, setas, lanternas, faróis. Se qualquer uma estiver queimada e o guarda parar você, será multado.
>> OLHE O EXTINTOR Quem faz isso antes de viajar? Mas todo mundo deveria. Extintor de incêndio vencido também rende multa.
O QUE SÓ A OFICINA FAZ
>> ALINHAMENTO E BALANCEAMENTO Com rodas e direção alinhadas, os pneus rodam no ângulo correto em relação ao asfalto, evitando que o volante trepide ou que o veículo puxe para um dos lados.
LEVE COM VOCÊ
Ter no porta-luvas ou no porta-malas certos objetos e ferramentas pode livrar você de muitas enrascadas. Siga nossa lista:
>> LANTERNA Para o caso de ter de olhar o motor ou procurar um objeto dentro do carro à noite.
>> FUSÍVEIS SOBRESSALENTES Leve um de cada amperagem: 5, 10, 15, 20 e 30 amperes.
>> CHAVE DE FENDA E ALICATE Todo homem deveria ter essas duas ferramentas no carro.
>> SILVERTAPE A fita quebra um galho para vedar uma mangueira ou prender uma lanterna até o mecânico ou posto mais próximo.
>> FITA ISOLANTE Serve para isolar fios desencapados e fi xar provisoriamente partes soltas.
>> ARAME Artefato multiuso: amarrar um escapamento solto, prender uma mangueira etc. Um metro é suficiente.
>> CABO DE CHUPETA Caso a bateria arreie, uma carga rápida ajuda você a dar partida.
>> LUVAS Para que se sujar ou se queimar de bobeira? Têm de ser de pano; as de borracha grudam nas partes quentes.
>>TENHA UM KIT DE FERRAMENTAS Mesmo que você não manje nada de mecânica, alguém que entende pode aparecer para ajudar. Daí você tem a ferramenta certa
SOM À SUA ALTURA
Ao escolher um sistema de som, antes avalie seu grau de curtição musical e qual equipamento de que realmente precisa. "Pense em quanto tempo você passa dirigindo", diz o consultor de som automotivo Lázaro Lopes, da loja Heavy Sound, juiz das competições da Iasca (International Auto Sound Challenge Association), que promove competições mundiais. Veja do que você precisa segundo seu nível de paixão:
>> VOCÊ SÓ OUVE NOTICIÁRIOS E BOLETINS DE TRÂNSITO Escolha um modelo de player básico, que toque apenas faixas em formato WAV (dos CDs originais). Nos alto-falantes, o mínimo: dois full range, que reproduzem os sons da frequência auditiva humana (de 20 Hz a 30 KHz).
>> VOCÊ PRECISA DE UM ROCK OU DE UM RAP PARA EMBALAR SUA VIAGEM Invista num player que toque CDs em formato WAV e MP3 e tenha entradas auxiliar e USB (para iPod e pendrive das músicas que você baixa). Dois alto-falantes triaxiais incorporam tweeters (para agudos) e woofers (para graves).
>> VOCÊ QUER OUVIR NITIDAMENTE O SEGUNDO VIOLINO DA SINFONIA Turbine o sistema com um kit duas vias frontal (dois falantes coaxiais, dois tweeters e divisor de frequência) e dois coaxiais atrás. DVD? A lei só permite a instalação no quebra-sol do passageiro ou atrás do bancos ou no teto.
>> VOCÊ QUER TRANSFORMAR O CARRO NUMA DISCOTECA AMBULANTE Assegure o baixão pesado e o tum-tum-tum da bateria eletrônica instalando um amplificador (conhecido como módulo) e um subwoofer (ou caixa selada), que reproduz frequências graves.
ATOLOU? SAIA DA ENRASCADA!
Aprenda a driblar percalços em terrenos acidentados com João Roberto Gaiotto, especialista em treinamento de condução fora de estrada, que presta consultoria para empresas petrolíferas, mineradoras e hidrelétricas, autor do curso, livro e DVD Técnica 4 X 4.
ENCRENCA: ATOLAR NA AREIA.
SOLUÇÃO: não acelere ou vai afundar ainda mais. Limpe a areia dos pneus, cave, suba o carro com o macaco e forre o buraco com os tapetes.
ENCRENCA: ATOLAR NA LAMA.
SOLUÇÃO: pare de acelerar, para não afundar no atoleiro. Alterne a ré e a primeira: o balanço do vaivém pode soltar as rodas. Se não der, limpe o barro dos pneus, cave e faça um caminho com pedras e galhos para criar apoio para a tração. Saia devagar, sem acelerar muito. Um truque: tire um pouco de ar dos pneus - cronometre 20 segundos de saída do ar. Funciona.
ENCRENCA: ESTRADA ESBURACADA.
SOLUÇÃO: dirija em baixa velocidade, alternando primeira e segunda marchas. Evite os buracos maiores passando com os pneus pelas bordas.
ENCRENCA: AS PEDRAS DO CAMINHO.
SOLUÇÃO: se ela for grande, passe com a roda sobre ela, em primeira marcha. Isso levanta o carro e evita o choque no chassi, no carter ou no escapamento.
ENCRENCA: PASSAR SOBRE UM ALAGAMENTO.
SOLUÇÃO: só entre se tiver noção da profundidade: se a água atingir a entrada do filtro de ar, pode ser sugada pelo motor, danificando as partes eletrônicas. Se outros carros estiverem passando, entre devagar, em primeira marcha. Nem coloque a segunda: ela já deixa o carro rápido demais.
ENCRENCA: AQUAPLANAR NUMA POÇA.
SOLUÇÃO: tire o pé do acelerador e tente controlar o carro com movimentos suaves do volante. Não pise no freio: os pneus travam e daí o carro não segura mesmo.
ENCRENCA: SUBIR UM MORRO ÍNGREME.
SOLUÇÃO: vá de ré, se seu carro tiver tração dianteira, como a maioria dos modelos. O peso do motor ajuda a aumentar o atrito dos pneus no solo. A tática vale para subidas enlameadas também.
ENCRENCA: DESCIDA ACENTUADA NA TERRA.
SOLUÇÃO: desça engrenado, em marcha curta (primeira ou segunda), sem pisar na embreagem, só no freio.
4 ESTRADAS QUE VALEM A VIAGEM
Nestas rotas, chegar não é o objetivo: o que importa é curtir o caminho
RODOVIA RIOSANTOS (RJ/SP)
São quase 300 praias em pouco mais de 450 quilômetros, com boa parte de Mata Atlântica preservada. Do lado paulista estão points de surfe, como Maresias, redutos família, como Barra do Sahy e Juqueí; do lado do Rio, belas praias como Trindade, a histórica Paraty e a sofisticada Angra dos Reis.
LINHA VERDE (BA)
Primeira estrada ecológica do Brasil, o trecho baiano da estrada que vai a Aracaju (SE) tem belas praias de coqueiros e dunas, como as badaladas Costa do Sauípe, Praia do Forte e Arembepe. Em Conde, saia do asfalto e siga para Santo Antônio rodando 1,5 quilômetro sobre as dunas, em trilha forrada de palha de coco.
SERRA GAÚCHA (RS)
Aproveite o inverno para percorrer os 50 quilômetros entre Nova Petrópolis e Canela e sinta literalmente o sabor das colonizações alemã e italiana da região - vinhos, chocolates, fondues - e desfrute o cenário de araucárias e cânions. As duas principais cidades, Gramado e Canela, são repletas de lojas e restaurantes bacanas.
ESTRADA-PARQUE DO PANTANAL (MS)
A aventura inclui caminhos de terra batida, pontes de madeira, subidas íngremes: prepare seu 4 X 4. Nos 120 quilômetros do percurso, você observa a flora e a fauna, que inclui capivaras, tamanduás, araras, tucanos e jacarés. Agende a viagem para o período entre maio e outubro, época de seca.
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