
EMPILHE ANTIOXIDANTES
A perda da capacidade cerebral começa anos antes de ser diagnosticada. A maioria resulta de falhas não identificadas nas células cerebrais. Elas não são reparadas e levam a uma pane, possivelmente a morte de neurônios. "Antioxidantes, encontrados em frutas, legumes e verduras, combatem os radicais livres e reduzem a inflamação e a oxidação das células", diz o neurologista Santino Lacanna, de São Paulo.
O médico americano Denham Harman, que desenvolveu a teoria dos radicais livres em 1954, apontou que 28 anos é a idade em que as defesas antioxidantes diminuem muito, deixando você mais vulnerável. Então, se você não tem sido consciente em relação aos cuidados com seu cérebro, é hora de começar.
Melhores fontes Frutas vermelhas (especialmente morango, framboesa, amora) contêm os fitoquímicos antocianina e quercetina, que têm se mostrado eficientes na reversão de déficits de memória em animais testados em laboratório. Vegetais crucíferos (brócolis, repolho e couve), folhas verdes (espinafre), ameixa seca, uva passa, alho, avocado, laranja, pimenta vermelha e cebola são excelentes.
PEIXE: BOM PRA BURRO!
Os ácidos graxos ômega fazem bem, embora necessitem de atenção quanto à quantidade de ingestão. De acordo com Silmara Lucheti, nutricionista do Hospital Doutor Christóvão da Gama, em Santo André (SP), o ômega-3é muito benéfico. Encontrado em peixes deágua fria, como salmão, formam membranas flexíveis que permitem que os receptores de neurônios acomodem a forma única de cada neurotransmissor, o que resulta em memória afiada e em um processo mental mais rápido.
Ômega-6, por outro lado, é um óleo vegetal meio trapaceiro, encontrado em muito produtos industrializados, que deixa os neurossensores meio preguiçosos. A ingestão desses dois tipos de gordura é seriamente desproporcional no mundo ocidental: nós consumimos ômega-6 demais e não ingerimos nem o mínimo de ômega-3.
A conseqüência, de acordo com Michael Crowford, uma autoridade em nutrição cerebral da Universidade de North London (Inglaterra), é que "a evolução do cérebro humano está em marcha à ré". Lembre-se de trocar o peixe frito por salmão grelhado na hora de fazer o pedido.
Melhores fontes Salmão, sardinha e truta são entupidos de "boa" gordura - capaz de neutralizar os possíveis efeitos nocivos do ômega- 6. Nozes e sementes também são excelentes.Ômega-3 também pode ser ingerido na forma de suplementos. O ideal é consultar um nutricionista e saber exatamente o que precisa.
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PRUDÊNCIA NO PRATO Por outro lado é esse nível alto de açúcar no sangue que faz o corpo e o cérebro agirem mais rapidamente. Por isso o ideal é buscar equilíbrio nutricional que dê garantia de que sua memória vai servi-lo pelo resto da vida. |
RAINHA COLINA
Sardinhas também contêm DMAE, substância que se transforma na enzima colina, necessária para produzir o neurotransmissor acetilcolina. A deficiência dele resulta em memória fraca, e sabese que é uma das maiores causas de demência senil, diz o nutricionista britânico Patrick Holford, autor do livro 100% Saúde (Ed. Madras, 271 págs.).
Melhores fontes Sardinha, ovo, peixe, fígado e soja. Coma ovos cozidos em vez de mexidos - dessa forma a estrutura nutricional do alimento não se modifica. Na forma de suplemento, tente os à base de lecitina, mas verifique se o produto tem mais de 30% de fosfatidilcolina, diz Holford.
CHAME O ZINCO
Se sua dieta é pobre em ácido fólico e zinco, você corre o risco de elevar os níveis de homocisteína, que pode contribuir para o aparecimento de Alzheimer. O ácido fólico ajuda a reduzir os níveis de homocisteína, segundo estudo da Universidade Trufts, nos EUA. Ele também está associado ao processamento mais rápido de informações e à boa memória.
Melhores fontes Germe de trigo, espinafre, brotos, lentilhas, ervilhas, grãos de soja, alcachofra, beterraba, brócolis e laranja.
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PRONTO-SOCORRO PARA A MEMÓRIA |
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Coma frutas e verduras todos os dias Cozinhe os vegetais no vapor para reter nutrientes e escolha produtos orgânicos para evitar o contato com pesticidas, que estão ligados à perda da capacidade de memória, lembra o nutricionista inglês Patrick Holford. Não pule o café-da-manhã Mesmo que seja só uma mão cheia de amêndoas e uma maçã (a proteína presente nas nozes vai lhe dar energia para enfrentar muitas horas). Falta de comida faz o nível de açúcar no sangue despencar, deixando o cérebro sem combustível. Durma, se exercite e respire ar fresco Muita adrenalina leva à fadiga, que vira ansiedade, mau humor e perda de memória. Diminua a cafeína As pessoas podem melhorar a memória consideravelmente seguindo algumas recomendações: reduza a cafeína, incluindo refrigerantes e energéticos; diminua o estresse; inclua na sua rotina diária exercícios, meditação e descanso; e consuma ácidos graxos, vitaminas do complexo B, zinco e magnésio. Exercite seu cérebro "Você pode estar em forma, mas também precisa malhar seu cérebro", diz Lacanna. Desligue a TV e comece a fazer algo que o estimule mentalmente, como jogar xadrez, escovar os dentes com a mão esquerda (se você é destro), aprender uma língua, ler, tocar um instrumento.
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