QUANDO VOCÊ PENSA EM REFOGAR A CARNE NA PANELA, temperar a salada, umedecer a massa do bolo e fritar o pastel, o óleo imediatamente vem à cabeça. Sem dúvida, é um ingrediente indispensável na cozinha. Antes de usá-lo, porém, você deveria conhecê-lo melhor. Existem vários tipos, cada qual com propriedades e finalidades próprias. No universo deles estão bandidos e mocinhos. Ao primeiro grupo pertencem, por exemplo, as gorduras trans – que, segundo recente estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, podem aumentar o risco de inúmeras doenças crônicas e promover o ganho de peso. No segundo time, estão atores considerados benéficos ao organismo: como as gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas. Dependendo do óleo que você levar para casa e do tipo de cozimento, você sabota ou preserva seu corpo. Resumindo: os óleos usados na culinária não são todos iguais. Para evitar que sua saúde vá para o vinagre, aqui vão quatro regras que você deve ter na cabeça na hora de se alimentar.

Regra nº 1
Escolha com base no equilíbrio
Óleos de milho, girassol, soja e outros à base vegetal têm altos níveis de ômega-6. Essas gorduras poliinsaturadas são importantes para o bom funcionamento do organismo. Mas precisam ser balanceadas adequadamente com os ácidos graxos ômega-3, encontrados em alimentos como nozes, linhaça e em peixes de água fria (salmão e sardinha, por exemplo). A proporção ideal é de 4 para 1. “Caso haja desequilíbrio, o organismo não consegue regular a absorção dos nutrientes e a quebra das moléculas de açúcares e gordura. Com isso, podem aumentar os processos inflamatórios pelo corpo”, explica a nutricionista Elaine de Pádua, diretora da clínica DNA Nutri, em São Paulo. “E você pode ficar suscetível a alterações de imunidade, ganho de peso, doenças cardiovasculares, autoimunes, degenerativas e câncer”, completa Lucyanna Kalluf, nutricionista do Instituto Alpha, também na capital paulista. Recomenda-se que um adulto ingira 6 g de ômega-6 e 1,5 g de ômega-3 por dia. Mas o consumo de ômega-6 pelo brasileiro geralmente é 20 vezes maior que o de ômega-3. “O óleo de canola é ótima opção para cozinhar. Comparado a outros, contém quantidade maior de ômega-3”, afirma Elaine.

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