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Faz a gente pensar: "Que tipo de gente se dá a tanto trabalho? E por quê?". A maioria de nósé bastante simples. A gente sabe do que gosta, e a gente gosta do que conhece. Não é surpresa relutarmos para substituir a boa e velha transa na horizontal por uma sessão que requer um baú de acessórios, tempo de preparo (e uma esticada até a farmácia).
Por outro lado, será que há uma tara saudável? Algo menos violento e mais amistoso, mais divertido e menos assustador? Como sua parceira vestida de colegial, no ginásio de uma escola, com você? Isso é uma encenação com um quê de exibicionismo. Funciona com você? Sabia.
Eu era um homem de prazeres simples, até que, numa reviravolta do destino, participei de uma orgia. Em uma semana, me tornei o colunista sexual mais improvável do mundo para uma revista online americana. Depois de muitas aventuras realmente pervertidas - algumas das quais eu gostei e muitas ainda me dão pesadelos -, posso dizer que não sou nenhum Calígula. Mas essas experiências me ensinaram que uma aventura de vez em quando é a melhor maneira de impedir que sua transa entre em transe.
Eis que surge a notícia libertadora de que nós, homens, não estamos sozinhos em nossos desejos. Quando a Men's Health realizou uma pesquisa com mais de mil leitoras da Nova, aprendemos que as mulheres estão todas esperando uma proposta nossa para alguns desvios da norma. Nossa estatística predileta: mais de 90% das mulheres não descartam essa proposta, 58% topariam experimentar alguma tara e 34% admitem ficar excitadas com a possibilidade, se nós propusermos!
Se ajudar, não chame isso de tara. "Considere como diversão - na verdade, uma farra -, mais do que algo depravado", aconselha Sue Johanson, educadora sexual e apresentadora do programa Falando de Sexo com Sue Johanson, do canal GNT.
Considere este um guia divertido para se iniciar nos prazeres mais básicos da tara - e deixe as coisas realmente bizarras para aqueles vizinhos do tipo Beleza Americana.
| 57% das entrevistadas já experimentaram alguma tara |
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O que elas acharam da experiência ousada? 3% Foi boa, mas não tenho vontade de repetir a dose |
| 92% das que ainda não vivenciaram alguma tara no sexo gostariam de fazê-lo |
BDSM
Não deixe que essa sigla pouco sexy o afaste. BDSM significa "bondage, domination, submission, masochism" - os fetiches de atar a parceira, dominá-la, ser submisso a ela e permitir que ela cause dor (masoquismo). Os dois primeiros são mais populares do que você pensa. Ainda não encontrei uma mulher que não se deleitou sendo amarrada à cabeceira da cama. Amanda, publicitária de 27 anos, é um exemplo: "Sou bem-sucedida e confiante. A sensação de estar indefesa e dominada foi totalmente nova e me deu um tesão imenso". Sua parceira jamais diria isso? Você pode se surpreender. As mulheres de nossa pesquisa elegeram o uso das amarras como a forma de sexo não tradicional que mais as excita.
"Essa fantasia é comum entre executivas, acostumadas a dar ordens. Elas querem ver como é estar do outro lado", explica Amaury Mendes Júnior, médico sexólogo e coordenador da pós-graduação em terapia sexual da Clínica Delphos, no Rio de Janeiro."É aquela coisa de ser possuída, de se sentir desejada demais, a ponto de o homem ter de amarrá-la", revela Fátima Mourah, personal sex trainer e autora do livro Sexo, Amor e Sedução (Editora Harbra, 224 págs.). A explicação é simples: as mulheres sempre foram encorajadas a se ver como objetos de desejo. Com as amarras e a restrição de movimentos, elas podem viver isso.
PRIMEIRO Durante uma transa tradicional, use suas mãos para segurar as dela acima da cabeça. Se parece que ela está gostando (pode perguntar), avance um pouco mais na próxima vez. Faça um nó leve com uma gravata, lenço de seda ou meia-calça e garanta acesso a todo o corpo dela. Retome o que você estava fazendo. Só que bem mais devagar. Dar uns tapas pode animar as coisas também. "A força aplicada varia de acordo com o casal", ensina Fátima. Erre para menos e gradualmente aumente a agressividade. Comece com um tapinha. Se ela rir, ria junto. Gemido funciona como permissão para continuar.
DEPOIS Laidie Magenta é uma dominatrix de alto escalão. Preste muita atenção nas instruções dela, não a zangue: "Pode ser perigoso embarcar no BDSM quando se é inexperiente ou ávido demais. É melhor se preparar com algum conhecimento para que ninguém se machuque". Antes de começar, combine uma "palavra de segurança" para avisar um ao outro que se chegou ao limite. Isso porque o "não" pode ser parte inerente da fantasia. Então, esteja certo de que sua palavra de segurança é algo completamente fora do contexto. Algo do tipo "requeijão", "Salvador" ou "jet ski" (a não ser que sua fantasia inclua essas três coisas, o que quer dizer que você não é de forma alguma iniciante quando o assunto é tara).
A HISTÓRIA DELA"Aconteceu tudo muito naturalmente com meu marido. Mas uma vez, durante o sexo, ele disse: 'Agora você não pode mais usar as mãos', e isso nos levou a um outro nível. Passamos a nos revezar: ele : cava segurando a cabeceira da cama e eu fazia o que quisesse, depois invertíamos as posições. Eu gosto da sensação de ele fazer o que quiser comigo e não haver como impedi-lo. É a con: ança absoluta, e isso, sim, é sexy e estimulante". Milena, 26 anos, assistente social
9 em cada 10 mulheres querem ser amarradas, de leve
ENCENAÇÃO
Qualquer homem que se dê o respeito vai passar por esse experimento se sentindo um perfeito idiota. Ok, mas isso requer imensa capacidade de se abstrair da realidade - até aí, assistir a um episódio de Heroes também, e a experiência não é menos divertida.
Muitos dos papéis mais populares (chefe/ secretária, professor/aluna) pegam carona no tema de "Alguém no controle, o outro à sua mercê". "Isso é legal para casais que estão bem: funciona como um tempero para a relação", aponta Fátima. "A mulher que gosta desse clima se realiza, e o homem se sente com uma mulher diferente." É a chance de os dois realizarem uma fantasia sem que se sintam vulneráveis.
PRIMEIRO Isso não precisa sair do quarto. "Meu namorado me deu uma lingerie diferente de qualquer coisa que eu uso", conta Adriana, de 27 anos, professora. "Mas quando eu a visto me sinto uma pessoa diferente na cama - sexy e poderosa." Para emoções mais públicas, vá para um bar em que nenhum dos dois seja reconhecido. Cheguem com 20 minutos de diferença um do outro e passe uma cantada nela, : ngindo que vocês nunca se viram antes. Você sempre quis cantar uma mulher bonita assim, na cara dura? Essa é sua chance. O perigo de fazer algo proibido estimula muito.
DEPOIS Desenvolva o episódio do bar. Vista roupas que ela não viu você usar e um perfume diferente, pois o sentido do olfato é muito próximoà memória. Você quer que ela esqueça quem você é. Se já a levou para um hotel, leve-a para outro.
A HISTÓRIA DELA "Começou como brincadeira no bar. Quando percebemos que o roteiro mudou a dinâmica entre nós, tivemos uma transa memorável. Sempre quis ser uma mulher despudorada, invocava essa vagabunda dentro de mim todo mês!" Julia, 24 anos, estudante universitária.
8 em cada 10 mulheres considerariam experimentar uma encenação
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COMO PROPOR
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DIGA
"Sempre achei divertido se você não usasse as mãos". DIGA
"Me conte algumas de suas fantasias". DIGA
"O que você acha de colocar uma venda?". DIGA
"Lembra da gente na Disney? Você ficaria sexy vestida de Minnie!". DIGA
"Será que o Exército revoga minhas medalhas se falar o que eu estou fazendo fardado?". |
ACESSÓRIOS SEXUAIS
Por causa de uma falha intrínseca em nosso design, a maioria das posições sexuais estimula pouco o clitóris, necessário para que elas cheguem ao orgasmo. Você pode car excitado com apetrechos sexuais. De repente ela até já usa um vibrador quando você não está perto. Difícil é ter coragem de trazê-lo à tona quando os dois estão juntos. "Os homens têm a preocupação de que podem ser substituídos ou ela pode car viciada, e de que eles jamais vão conseguir competir", brinca Sue Johanson, que, aliás, é uma enfermeira com mais de 70 anos.
PRIMEIRO Comece com óleos de massagem e um banho de banheira. Aí, é hora de você dar seu passo: faça um embrulho com alguns óleos, um brinquedinho sexual, quem sabe uma lingerie, e dê a ela para usar quando estiver sozinha. (O Kama Shastra tem o kit Nirvana Completo, que vem com lubrificante sabor framboesa, óleo tântrico sabor abacaxi, pintura corporal comestível sabor chocomenta, calcinha, anel vibratório e vibrador clitoriano, a 179 reais, www.kamashastra. com.br). Ela os usará quando estiver preparada.
DEPOIS Aquele orgasmo simultâneo difícil de alcançar tem mais chance de acontecer com os acessórios corretos. Se uma mulher utiliza um vibrador sobre seu clitóris enquanto você a penetra, aumenta a possibilidade do clímax ao mesmo tempo. "O homem tem que entender que os dois vão brincar juntos", diz Fátima. Use modelos que não se parecem com um pênis. "Depois que se acostumam com a idéia, eles adoram vibradores", revela Sue. "Se a mulher esfregar um contra o pênis gentilmente, isso será estimulante."
A HISTÓRIA DELA "Meu parceiro é muito bom de cama, mas eu não conseguia gozar só com sexo tradicional. E sempre quis chegar ao orgasmo junto com ele. Quando meu namorado me surpreendeu com um vibrador que mais parecia um batom, nós conseguimos o que buscávamos." Melissa, 31 anos, contadora
| 61% das entrevistadas pensam em utilizar acessórios eróticos durante a transa |
EXIBICIONISMO
Estamos falando de todos os tipos: se expor, sexo em lugar público, sexo em lugar privado com as cortinas abertas, vestir uma saia sem roupa de baixo - nesse caso, ela, óbvio. "A vontade secreta de ser visto tem a ver com viver perigosamente e conseguir atenção", a rma Fátima. Para as mulheres, é um tipo de experiência centralizadora, que faz com que percebam que elas têm beleza e energia erótica, mesmo que não se pareçam com a Juliana Paes.
PRIMEIRO Saiam de casa sem nada por baixo, com ela de saia ou vestido. Durante a noite, exibam-se um para o outro rápida e discretamente.
Aproveitem qualquer oportunidade - ao auxiliá-la com aquela tacada de bilhar; se encostando um contra o outro depois de um show - de usarem suas mãos bobas por um momento. Se forem encontrar uns amigos, enquanto conversam você passa a mão por baixo da saia dela. Talvez, para rolar, o ambiente tenha que estar um pouco mais escuro e uns drinques podem relaxar os dois para a ousadia embaixo dos panos.
DEPOISSexo ao ar livre. O medo de ser pego vai mantê-los muito alertas e vai focá-los na experiência sexual. Também vai remetê-los de volta à emoção das transas de adolescência, quando se tinha tão pouca privacidade. Seja estratégico e ( que de olho para não ser pego de calças curtas.
A HISTÓRIA DELA"Foi a coisa mais excitante do mundo. Um cara me convidou para tomar uma garrafa de vinho no topo do prédio em que morava. Uma coisa levou a outra e não demorou muito para estarmos lá, transando de pé, com minhas pernas em torno dele. Sou tímida, mas isso acabou despertando algo em mim. Jamais ando fora da lei. Acho que, por causa disso, a mera possibilidade de ser pega fez com que tudo fosse ainda mais emocionante." Rachel, 29 anos, fonoaudióloga
| quase 80% delas têm interesse em exibicionismo. Mas um terço não aceitaria que a transa fosse filmada |
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